quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JAPANDROIDS – O ROCK POTENTE E CONTAGIANTE QUE VEM DO CANADÁ

           Os garotos Brian King e David Prowse moravam em Vancouver, na parte britânica do Canadá, em 2006, quando resolveram fazer músicas juntos. O primeiro assumiu a guitarra e os vocais, e o segundo os vocais e a bateria. Assim nasceu o ótimo dueto Japandroids, que, em 5 de junho, lançou mundialmente o segundo álbum, “Celebration Rock”. O primeiro havia sido “Post-Nothing”, gravado no verão de 2008 e lançado no início de 2009. Em 2010, dois EPs foram compilados no CD “No Singles”.



           O disco começa com a potente “The Nights Of Wine and Roses”, que dialoga com várias bandas indies das décadas de 1990 e 2000. Em seguida, é a vez de “Fire’s Highway”, que conta com eletrizantes solos de guitarra, a marcação pesada da bateria e remete ao Coldplay. Já a referência de “Evil’s Sway” parece ser o pós-punk de Manchester, com sua paisagem ácida: “Tudo o que vejo é vermelho sexual / Os últimos raios irromperam entre os vagões do trem / E brilham diretamente sobre minha cabeça” (“The sun lays low on a solemn city / All I see is sexual red / The last rays burst through between the train cars / And shine directly on my head”). 
As letras foram todas compostas por Brian King. A exceção é o cover de “For The Love of Ivy”, composta por Pierce e Kid Congo Powers, da banda californiana de punk blues The Gun Club, que a gravou no álbum “Fire Of Love”, de 1981. O punk rock californiano, mas da década de 1990, marcado por bandas como Green Day, é a inspiração para a ótima “Adrenaline Nightshift”, uma das melhores faixas do disco “Celebration Rock”. 
“Younger Us” merece pelo menos entrar na trilha desses seriados adolescentes, com seu instrumental potente e letra melancólica: “Lembra quando nós tínhamos todos eles em fuga / E à noite nós vimos o sol da meia-noite / Lembra de dizer coisas como nós vamos dormir quando estivermos mortos / E de pensar que este sentimento nunca iria acabar” (“Remember when we had them all on the run / and the night that we saw the midnight sun / remember saying things like we’ll sleep when we’re dead / and thinking this feeling was never going to end”).
Mas a primeira faixa de trabalho é “The House That Heaven Built”, que empolga o suficiente para o ouvinte querer repeti-la no volume máximo por várias vezes. Ela ganhou um ótimo videoclipe em preto e branco dirigido por Jim Larson, que mostra como o dueto se apresenta nos shows e estreou em 12 de agosto. Mesma sensação é provocada pela mais romântica “Continuous Thunder”, que encerra o disco.
“Celebration Rock” demonstra a extrema qualidade do dueto de Vancouver, que dialoga com várias referências do punk rock do passado para criar uma sonoridade própria, que merece fazer parte da trilha musical das novas gerações e, em pouco tempo, tornar-se fonte de inspiração para outros artistas. Eis a prova cabal de que há rock da melhor qualidade sendo feito nas diferentes partes do mundo. Termina com uma espécie de queima de fogos.

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